A Intel juntou forças com a AMD para fazer o seu novo chipset

Intel e AMD podem ser rivais há décadas, mas isso não impediu que ambas fabricantes se unissem para criar um novo chipset que estará em breve nos laptops gamers e laptops profissionais de um monte de marcas. Sabemos desse plano desde novembro e agora temos os detalhes.

De fato, você pode estar coçando a cabeça tentando entender porque a Intel e AMD estão trabalhando juntas. Em outubro passado, a AMD anunciou processadores para notebooks que deveriam competir diretamente com os chips da Intel; e em novembro, a Intel contratou um dos cabeças do setor de arquitetura de GPUs da AMD para liderar novo Grupo de Computação de Núcleo e Visual.

Então, por que diabos a Intel trabalharia com a AMD, uma vez que a Nvidia, rival da AMD, está disponível? Não sabemos, mas podemos especular: pode ter a ver com esse novo projeto de GPU da Intel, que tenta entender os caminhos da arquitetura da AMD. Ou como o pessoal da PC World escreveu, pode ter a ver com o fato da Intel não estar de bem com a Nvidia. As empresas competem em muitos outros mercados – particularmente aprendizado de máquina e inteligência artificial – e a Intel teve que pagar a Nvidia mais de US$ 1,5 bilhão em taxas de licenciamento desde 2011.

De qualquer maneira, quando essas grandes empresas competem, os consumidores costumam colher os benefícios. Neste caso, significa que um chipset completamente novo da Intel estará em novos laptops. Atualmente, existem dois tipos de chips da Intel: os da série U, que estão em sua oitava geração e marcam presença em diversos notebooks como o Dell XPS 13 e Google Pixelbook e que são voltados para o público geral; e os da série H, que ainda não foram lançados, mas estarão em laptops gamers de alta performance e visam desempenho insano, sem grandes preocupações com autonomia de bateria.

Uma imagem renderizada do novo chipset.

A nova série, batizada série G, será uma ponte entre os outros dois tipos. O novo chipset virá com a oitava geração de CPU da Intel (série H) e a GPU AMD Radeon RX Vega; os consumidores terão a opção entre um processador i5 ou 7, com variantes de 65 watt e 100 watt, esta segunda é desbloqueada e capaz de receber overclock.

O que torna esses chips legais é uma combinação de fatores. Eles possuem 4 GB de HBM (Memória de Alta Largura de Banda) de segunda geração que ficam empilhadas verticalmente com a GPU. No modelo tradicional, a memória GDDR5 ocupa uma camada inteira ao redor de uma GPU tradicional.

Além disso, no novo chipset, a GPU se comunica com a CPU via PCI.e 3.0. A Intel está bem orgulhosa de seu módulo EMIB (Embedded Multi-die Interconnect Bridge), que agrupa a CPU, GPU e a memória HBM2. Isso faz com que o chip fique muito mais fino e ofereça mais velocidade se comparado com laptops de chips gráficos básicos. A tecnologia permite que a CPU e os componentes da GPU ocupem muito menos espaço na placa-mãe, como a imagem abaixo demonstra.

Na esquerda temos um layout tradicional, com cinco peças de memória ao redor da GPU que está ao lado da CPU. Na direita, a renderização da Intel do novo chipset, que é muito menor.

Isso significa que um computador com tela de 15,6 polegadas com o novo chipset pode ter apenas 1,7 centímetro de espessura, sem a necessidade de resfriamento especial ou mecânicas como o design Max-Q da Nvidia. O design Max-Q foi lançado no ano passado, e assim como os chips da G-series da Intel, foram desenhados para tornar os laptops gamers mais finos, menos barulhentos e menos quentes, tudo isso sem comprometer significativamente a velocidade (a bateria, por outro lado, costuma ser ruim).

Um notebook com um chip Intel série G deve ter uma autonomia de bateria melhor e bom desempenho para jogar. Segundo a Intel, ele atinge performance 1,4 vez mais rápida em jogos, se comparado com os processadores série U de oitava geração combinados com uma GPU Nvidia 1050.

Os chips da série G são capazes de alimentar nove telas de uma vez só. A CPU tem processador de quatro núcleos e oito threads com clock de até 4,1 GHz, enquanto a GPU vem com 20 unidades computacionais e tem clock de base de 931 MHz e clock com boost de 1.011 MHz.

A Intel espera vender esse chipset para os gamers, mas a AMD não lidará com o suporte aos drivers. A tarefa ficará com a Intel, que vai oferecer suporte para games no modelo Day Zero, assim como a Nvidia e AMD. Isso significa que a partir do dia em que um jogo estiver disponível, um driver novo e otimizado deverá estar disponível para o computador.

A Intel também vai lançar uma versão do seu adorável mini PC, o NUC, com os processadores série G. Segundo a companhia, esse será o menor sistema VR premium do mercado. Ele tem uma caveira no chassis e um botão power brilhante… Afinal, gamers, né?

O NUC também terá duas portas Thunderbolt 3, dois slots m.2 para armazenamento, saída HDMI, duas portas Display, ethernet, várias portas USB 3.0, uma porta USB-C e um slot para cartão SD.

Haverá duas versões do NUC. O NUC8i7HVK, com o processador de 100W i7-8809G, e o NUC8i7HNK, que tem a versão 65W i7-8705G. A Intel não revelou os detalhes sobre os preços. O provável é que não seja tão barato.

A Intel não disse quando os novos NUCs estarão disponíveis, mais os chipsets da série G começarão a aparecer nos aparelhos entre março e julho de 2018.

[Intel]

Fonte: Gizmodo

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