Novos Nvidia Shield e Nvidia Grid trazem um serviço de streaming de jogos

O primeiro Shield era um console de mão. O segundo, um poderoso tablet Android. O novo Nvidia Shield é um console completo. Ele não é só um set-top-box de $200 que roda o Android TV. As funções dele vão além dos set-top, como a Apple TV, e dos consoles Android, como o Ouya — ele utiliza o novo processador Tegra X1, o que torna ele um console poderoso o suficiente para rodar uma versão de Crysis 3.

O Shield é angular como todo aparelho da Nvidia. É tão pequeno quanto um tablet e tem pontas saindo por todos os lados. Sabe a piada que o Chuck Norris guarda um punho sob o queixo? É a mesma coisa com este Shield e seus ângulos.

Na traseira dele temos duas portas USB 3.0, uma de Ethernet, microUSB, saída HDMI e uma entrada para cartões microSD. O console vem de fábrica com 16GB de memória, mas a Nvidia informa que os cartões microSD de 128GB — ou de 200GB, quando forem lançados — podem ser utilizados no console e os jogos serão instalados diretamente nele. A saída HDMI permite que o aparelho seja usado com monitores com resolução de até 4K. Não que a Nvidia esteja esperando muitos jogos em 4K, mas aplicativos como Netflix e Google Play Movies, que permitem, poderão ser utilizados com essa resolução.

O console ainda traz a tecnologia Wi-Fi de 2×2 802.11ac para conseguir a performance máxima quando o aparelho estiver fazendo streaming de jogos — seja de um computador equipado com placas GeForce ou do Grid, o novo serviço de streaming de jogos da Nvidia.

O Wi-Fi também é usado para enviar áudio do Shield para o controle. É o mesmo que acompanhou o Shield Tablet — uma cópia competente do controle do Xbox 360, com ótimos botões e alavancas direcionais, além de um pequeno touchpad no centro, caso você precise dele.

Alguns extras opcionais: um suporte de alumínio para deixar o console na vertical, um controle remoto recarregável via microUSB e um microfone para controlar o Android TV por voz. Além disso, o Shield também vem com uma entrada de infravermelho que permite que qualquer controle universal seja usado com ele. Bem prático, mas até então as funções dele não são tão diferentes das de um Apple TV, da Fire TV ou até mesmo do Chromecast. E é aí que entram os jogos.

Jogos

Se o novo Shield pode rodar jogos como Crysis 3? Bem, ele pode, mas ainda não sabemos dizer quão bem. A Nvidia mostrou uma versão não finalizada do jogo rodando no console, mas não permitiu que ninguém jogasse. Provavelmente porque o jogo ainda precisa de algum polimento. Eu, no entanto, testei Doom 3 BFG Edition, e ele roda muito bem para um título de Android.

Honestamente, a parte mais incrível desta iniciativa da Nvidia nem é o hardware que ela lança. Os dois primeiros Shield já eram plataformas impressionantes quando foram lançadas. O que é interessante é como a Nvidia convenceu desenvolvedores grandes, como a Crytek, Capcom e a Konami a levar a plataforma Android a sério. Dá para imaginar que em breve poderemos jogar Crysis, Resident Evil 5 e Metal Gear Rising: Revengeance em sistemas Android?

E mesmo que os títulos sejam poucos a princípio, a Nvidia oferece o Grid, um serviço de streaming de jogos que promete trazer títulos conhecidos e novos por meio de um pagamento mensal. Mais ou menos como funciona com o Netlflix.

Grid

O Grid é ideal para quem não quer jogar versões de jogos antigos remodelados para a plataforma Android — como Crysis 3. Eu venho usando o Grid há algum tempo com o primeiro Shield e, desde que você tenha uma conexão muito boa, é perfeitamente possível rodar jogos inteiros nele pela internet.

O Grid virá em dois modelos: uma conta premium que transmite jogos em resolução 1080p a 60 quadros por segundo, ou em uma mais barata, que limita a transferência para 720p em 30 quadros por segundo. Ambos terão acesso a uma vasta biblioteca, mas será possível comprar jogos individualmente. A Nvidia lançará o serviço com 50 títulos e promete ter mais 50 seis meses após o lançamento, como Tales from the Borderlands, Half-Life 2 e Knights of the Old Republic.

Jen-Hsun Huang, CEO da Nvidia, diz que o Grid é mais do que apenas uma forma de simular consoles: é tecnicamente a plataforma de jogos mais poderosa disponível hoje. E, tecnicamente, ele está certo — o serviço funciona por meio de vários super computadores à disposição do serviço. Você dificilmente vai usar todo esse poder (mesmo porque você não terá acesso direto), mas se avaliarmos as especificações, este supercomputador virtual deixa o Xbox One comendo poeira.

O maior problema é que não é possível transferir jogos e savegames da sua conta do Steam — não dá para continuar de onde você parou no PC, por exemplo. Outro problema é que a seleção de jogos ainda é pequena, mas a Nvidia promete mudar isso, trazendo grandes títulos como The Witcher 3 para a plataforma no dia do lançamento. A companhia diz até que alguns títulos poderão trazer um código que permite baixá-los gratuitamente no Steam.

Mesmo poderoso como é, pode ser difícil justificar a compra deste novo Shield se ele não possuir uma biblioteca de jogos razoável. Por US$200 você comprar um Xbox 360 com um monte de jogos e acompanhado de serviços como Netflix e Hulu. Mas se a Nvidia puder mesmo trazer grandes títulos ao console e souber manter o serviço de streaming a par dos títulos lançados no Xbox One, PS4 e PC, além de entender a situação do Steam, talvez tenhamos aí algo especial.

O console Shield e o serviço de streaming Grid serão lançados em maio.

Fonte: Gizmodo

Tagged , , , , , . Bookmark the permalink.