Nintendo não tem mais distribuição oficial de jogos no Brasil

Encontrar jogos e produtos da Nintendo estava ficando cada vez mais difícil aqui no Brasil. Como já falamos no ano passado, os atrasos em lançamentos estavam constantes e produtos como os desejados Amiibos nem tinham previsão de chegar. Bom, agora a situação piorou ainda mais já que, a partir desse mês de janeiro, a Gaming do Brasil (representante oficial da Big N por aqui) não vai mais distribuir os jogos da empresa em território nacional.

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Em um comunicado, o diretor e gerente geral da Nintendo para a América Latina, Bill van Zyll, informou que trazer os jogos da empresa para cá estava ficando “insustentável” por causa de “Desafios no ambiente local de negócios”. Segundo o executivo, esses “desafios” são eles mesmos: os impostos.

“Estes desafios incluem as altas tarifas sobre importação que se aplicam ao nosso setor e a nossa decisão de não ter uma operação de fabricação local”, fala van Zyll. A taxação é a mesma para todas as empresas, mas Microsoft e Sony conseguem continuar no Brasil graças aos investimentos de ambas em produção local de seus consoles (Xbox One, Xbox 360 e PS3 são fabricados no Brasil há algum tempo) e prensa de jogos, o que aparentemente não é possível para a Nintendo.

Ainda assim, ele diz que a empresa irá monitorar o mercado brasileiro para avaliar uma melhor maneira de trazer os jogos da Nintendo no futuro.

O pior é que a situação parece ser somente no Brasil, já que a distribuição de jogos no resto da América Latina não vai ser afetada. Ou seja, os jogadores brasileiros podem ficar chupando o dedo para jogos esperados da Nintendo em 2015, como o novo Zelda e Star Fox, já que vai ser bem mais difícil achá-los por meios legais. Quem comemora com isso é o mercado cinza.

Entramos em contato com a Nintendo para saber como fica a situação do eShop no 3DS aqui no Brasil e atualizaremos o post assim que recebermos uma resposta. [Atualizado] a empresa informou que não ocorrerá nenhuma mudança em relação às operações do eShop no Brasil, o que significa que a loja online no 3DS vai continuar funcionando normalmente [Atualizado].

Nintendo e o Brasil: uma relação e idas e voltas

A Gaming do Brasil era representante oficial da Nintendo por aqui há quatro anos e o fim das suas atividades faz com que a situação da Big N volte ao triste patamar de alguns anos atrás.

A Nintendo teve seu melhor momento no Brasil no início dos anos 1990 com a Playtronic, uma subsidiária da Gradiente em parceira com a Estrela, que fabricava e distribuía os consoles e jogos da empresa em solo nacional.

Propagando da Nintendo em revista na época da Playtronic

Mas como o que é bom dura pouco, com o passar dos anos a situação da Nintendo por aqui foi ficando mais complicada até que, no começo dos anos 2000, a Gradiente terminou a parceria com a Big N e os jogadores brasileiros passaram por um período de baixa na era do GameCube.

Por isso, a vinda da Gaming do Brasil parecia ser uma volta aos bons tempo da empresa japonesa por aqui. A representante até conseguiu fazer ótimas ações, como o lançamento de Pokémon X e Y em 2013, mas pelo visto não foi o suficiente.

A Nintendo anunciou que continuará prestando assistência técnica aos consoles que ainda se encontram na garantia através da HG Digital Services, que pode ser contactada no telefone (11) 3868-2658 ou no e-mail hgdigital@hgdigital.com.br.

Fonte: Kotaku / Outerspace / Canal Nostalgia

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