Consumidores reclamam de entrada de água no Sony Z1

Depois de entrarem com o smartphone Xperia Z1, da Sony, dentro d’água, dezenas de consumidores enfrentam problemas causados pela presença de umidade no interior do equipamento e a anulação da garantia do aparelho. 

Vendido por 1 999 reais, o Z1 é o smartphone mais completo da Sony no Brasil. Além de uma configuração de topo de linha, com câmera fotográfica de 20 MP e recepção do sinal de TV digital, o modelo tem como atrativo o corpo à prova d’água. No material de divulgação do produto, o Z1 é apresentado fotografando e filmando em piscinas e locais com água doce. 

“Utilizei o Z1 para tirar fotos em piscina, a menos de 1,5 metro de profundidade, por bem menos de 30 minutos e com todos os compartimentos fechados, de acordo com as orientações do manual”, diz Michael Vitor, de Praia Grande (SP). Nos dias seguintes, Vitor notou a presença de água na lente da câmera e outros problemas, como a queda constante da conexão Wi-Fi e a impossibilidade de desligar o aparelho. Depois de ter o reparo em garantia negado pela assistência técnica, ele publicou um vídeo no YouTube relatando o ocorrido. 

O consumidor Alan Porto enfrentou situação semelhante. “20 dias após o contato com a água, o aparelho começou a apresentar defeitos. O primeiro foi água dentro da câmera. Depois, o botão de força parou de funcionar”, afirma Porto. 

Reunidos em um grupo no Facebook e em uma petição online com mais de 40 assinaturas, todos os compradores que encaminharam o smartphone para uma das unidades de assistência técnica da Sony receberam um laudo atestando oxidação interna causada por umidade. Tal ocorrência não é coberta pela garantia de um ano oferecida pelo fabricante. 

“Como um aparelho que é a prova d’água perde a garantia por umidade?”, questiona Rodrigo Azevedo, de Guarulhos (SP). Assim como os demais membros do grupo, Azevedo considera absurdo o valor proposto para o conserto. “A assistência técnica quer cobrar 2 000 reais para o reparo de um aparelho que está na garantia.” 

Segundo Fernando Barros, gerente de pós-vendas da Sony Mobile, mesmo com o Z1 sendo à prova d´água, o consumidor deve tomar os cuidados recomendados no manual. “Todas as tampas precisam estar bem fechadas e devem ser respeitados os limites de profundidade de 1,5 metro e de 30 minutos de tempo submerso em água doce”, diz Barros. Além disso, o produto jamais deve ser usado no mar, pois o sal pode prejudicar a vedação do aparelho. 

“Se o corpo do Z1 estiver intacto, só existe uma forma de entrar água no aparelho, que é por uma das suas portas”, diz. Ou seja, na visão da Sony, o problema de entrada de água no Z1 vivenciado pelos consumidores é causado pelo mau uso do aparelho. 

Segundo o executivo, o volume de queixas motivadas pela presença de umidade no interior do aparelho é pequeno em relação ao volume de vendas do Z1. Por isso, os casos estão sendo tratados individualmente. Em alguns deles, mesmo sem reconhecer uma eventual falha do smartphone, a Sony fez a substituição do produto por um novo, como aconteceu com Vitor e Azevedo. 

Quando acontecem casos com essas características, a Sony afirma que o produto é enviado da assistência técnica para um centro de reparo avançado. Neste local, uma verificação visual indica o contato dos componentes com líquidos. “O Z1 tem uma espécie de marcador interno nas regiões dos orifícios do cartão de memória, do SIM card e da porta microUSB que muda de cor quando entra em contato com água”, diz. Numa segunda etapa, um equipamento injeta ar no interior do aparelho para verificar a integridade da carcaça. Depois disso, é produzido o laudo encaminhado para as oficinas e os consumidores.

Fonte: Info

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